Estimulação visual: cada resposta positiva ao tratamento é uma grande recompensa, mas o melhor de tudo é se for divertido no dia a dia para as crianças e para os pais.

estimulação visual

Olá! Sou Suellen Polati, pedagoga especialista em educação especial e contribuo aqui no Visão na Infância com minha experiência em estimulação visual.

Sonhadora que sou, este espaço é mais um desafio que se concretiza em minha vida. Ele só tem sentido pelas famílias e alunos que atendi e atendo pelos seus constantes questionamentos, pelas suas inseguranças e, sobretudo, pelas conquistas que alcançamos juntos.

E sonho bom é sonho que se sonha junto, por isso quero dizer que este blog não foi pensado apenas para as famílias, mas para outros profissionais que também querem mais, e sabem que podem muito mais!

Então, se você já se questionou:

  • por que muitas vezes a terapia visual torna-se um fardo?
  • se é possível tornar a estimulação visual em momento lúdico, prazeroso e menos repetitivo, diante de tanto esforço que ela demanda?
  • se de fato é possível ter uma resposta positiva ao tratamento, mesmo quando após meses a evolução nem parece significativa?
  • como trabalhar com crianças tão diferentes, tão únicas, que se desenvolvem a seu tempo, como se houvesse uma receita padrão para isso?
  • quais conhecimentos e ferramentas você precisa para auxiliar a criança no dia a dia e tornar o tratamento mais eficaz?

… entre outros questionamentos sobre a estimulação visual e o desenvolvimento das funções visuais desde bebê, este blog é dedicado a você!

Desde quando comecei a trabalhar no Centro de Reeducação Visual – CRAID (Centro Regional de Atendimento Integrado ao Deficiente) como estimuladora visual e, hoje em dia, também no meu consultório, percebi que além do conhecimento técnico (claro!), o que faz diferença é a criatividade e a disposição para manter a criançada interessada.

Ademais, testar sempre. Não ter receio de ousar.

Esses são fatores-chave para obter uma resposta positiva ao tratamento! As crianças devem perceber o momento da estimulação visual como algo divertido, elas precisam notar seus avanços e serem reconhecidas por isso.

O tratamento não funcionaria, ou atrasaria muito, se em cada atendimento houvesse uma ampla negociação para os pequenos estarem ali, começarem a se envolver com a atividade e, por fim, iniciarem a terapia. É um tempo muito precioso para eles e para os pais!

Por isso, quero aqui no Visão na Infância compartilhar essa experiência e ajudar você a perseverar e a ganhar confiança. Aos poucos, estou certa que vai ver avanços reais na melhoria das funções visuais de seus filhos ou pacientes.

E quanto melhor a criança enxerga, mais ativa, autônoma e feliz ela fica.

Eu sempre soube…

Eu ainda era estudante e já sabia o que queria fazer quando crescesse (rsrs). Eu escolhi a educação especial na adolescência.

Com cerca de 14 anos, tive a gratificante experiência de ajudar a cuidar de minha sobrinha, que nasceu com microcefalia e desde cedo realizou múltiplas terapias na AMCIP (Associação Mantenedora do Centro Integrado de Prevenção) para conquistar o máximo do seu desenvolvimento, apesar das limitações naturais da doença.

Quando eu a acompanhava nas tardes na AMCIP, eu já na época achava tudo aquilo a coisa mais fantástica do mundo.

Lembro que eles tinham um programa de estimulação visual que fazia meus olhos brilharem.

Meu sonho nascia ali, o dos meus pais nem tanto… como era ainda comum, os pais idealizavam para os filhos uma carreira como advogados, médicos, engenheiros… Porém, eu estava determinada a buscar isto para a minha vida.

Enfim, você já sabe que eu consegui! Sim, com todo o suporte que a família precisa oferecer e, atualmente, conto com o meu marido também 🙂 .

estimulação visual

Sonho sonhado junto é realidade

Dos 17 anos – quando iniciei a faculdade – para frente eu praticamente sonhei a educação especial e as oportunidades foram se revelando para mim. E eu as agarrei com todas as minhas forças! Foi nesse período que, durante um estágio de observação no CRAID, conheci a Estimulação visual.

Uma pausa para um momento-conselho: a gente tem que ter foco, correr atrás para ter os sonhos realizados e, principalmente, ter a mente aberta para ver as chances que a vida oferece. Isso serve para mim, serve para você. Especialmente para quem tem que vencer cada dia e aprender a vibrar com o mínimo sinal de vitória do filho, aluno ou paciente com alguma deficiência. E vai por mim, há muito mais motivos para vibrar!

Retomando a história, primeiro, fui aprovada no concurso do Estado e optei por trabalhar no Centro de Reeducação Visual -CRAID.

Com as oportunidades, surgiram pessoas incríveis em minha jornada. Contudo, questionadoras e que me fizeram aprender a igualmente questionar, a sempre avaliar o meu trabalho e a nunca parar de estudar.

Agradeço a todas as minhas colegas de profissão com as quais aprendo e cresço diariamente, bem como os profissionais com os quais pude fazer cursos e trocar experiências. Meu agradecimento especial a minha amiga Cintia Manfredini que me incentiva desde o inicio desta caminhada e me desafiou a querer ser sempre melhor para aqueles que precisam do meu trabalho.

Depois, outros grandes passos aconteceram quando acabei montando sozinha meu consultório em outro turno. E quando, de repente, a Maria Amélia Franco, coautora aqui no Visão na Infância e mãe da minha aluna Ceci, me abordou com a ideia do blog (um desejo então adormecido).

Vidas tão diferentes, contudo as ideias, os princípios e a forma de pensar o blog são tão similares que foi de arrepiar! Como dizer não? Aqui estou!

Agora posso ajudar MUITAS pessoas. Essa possibilidade me deixa feliz, me anima ainda mais a trabalhar com estimulação visual.

E acredito que isso tudo dará frutos a parcerias de valor inestimável.

Porém, vou contar um segredo: APRENDI a ser forte. Quem daria crédito a uma menina (dizem que continuo com cara de mocinha), de voz fina, estatura baixa, jeito simples?

Tive e tenho meus medos. E é daí que tiro minha coragem. Afinal, a expectativa de que a terapia dê certo é sempre muito elevada, como se tudo dependesse de mim…

Um dia uma mãe me perguntou quando a filha (com 6 meses) sorriria para ela. Ela percebia que a criança não tinha expressão. E não poderia ter, pois não enxergava…  E eu pensei “como eu poderia saber, estabelecer um tempo de resposta ao tratamento”?

Apenas muitos meses depois ela sorriu. Uma coisa era certa, era preciso começar.

Por isso, o Visão na Infância só tem sentido, só tem valor se você, leitor, sonhar junto. Porque sonho sonhado junto torna-se realidade.

Acompanhe os posts, coloque em prática as atividades e compartilhe suas experiências!

Você não precisa ter superpoderes

Talvez você tenha chegado até aqui pensando que a estimulação visual é uma questão de vocação. Ou que precisa ter um jeito especial para a “coisa”.

Nem pense em jogar a toalha e dizer “isso não é para mim, nem sou uma pessoa criativa”. Muito menos vir com desculpas como falta de tempo ou não tenho materiais para fazer.

Ahhhh, o tempo que a vida louca nos rouba… Se houvesse mais horas, ainda seria pouco tempo, não é mesmo?

Acima comentei que a estimulação tem que ser um momento divertido. Que tal direcionar as atividades visuais praquela hora de brincar?

E tem muita coisa legal para fazer com os brinquedos e objetos que se tem em casa. Vou ajudar você com isso.

Adoro ler! No caminho para casa coloco meu conhecimento em dia (moro muito, muito longe do serviço, são cerca de duas horas e meia de ônibus). Busco por novas referências e não faço economias com bons livros para nutrir meu trabalho.

Esse tempo do trajeto para casa de outra forma também dedico aos pais dos meus alunos e a todos os demais leitores. Sempre fico pensando em ideias novas para atividades lúdicas, que possam ser desenvolvidas em casa e que possam renovar o repertório de vocês. Elas aparecem nas nossas redes sociais e nos materiais que desenvolvemos para o blog.

Esse é o segredo do Visão na Infância: empoderá-lo/la. A Maria Amélia, coautora aqui, descobriu que podia. E vou ajudar você a descobrir seus poderes. E eles nem precisam ser superpoderes!

Acredite, você também pode.

O desenvolvimento da visão em casos de comprometimento visual é um processo longo, mas gradualmente você vai notar, além da melhora no tratamento, ganhos na relação com seu filho, e no seu desenvolvimento motor e cognitivo.

Cadastre-se aqui e receba ferramentas e dicas para você seguir em frente. Se sua criança puder enxergar melhor, ganhar mais autonomia e qualidade de vida, tudo terá valido a pena!

Compartilhe com seus familiares e amigos, para que as crianças possam ver e viver melhor!
Deixe um comentário

ApagarEnviar