30 sinais de problemas visuais que podem passar despercebidos

07/04/2020 Off Por Maria Amélia M. Franco
30 sinais de problemas visuais que podem passar despercebidos

Enxergar, ver e dar significado ao que seus sentidos percebem acontece em áreas visuais distintas. São 32 áreas cerebrais reconhecidamente envolvidas no processamento visual! Muitas delas, alimentando e sendo alimentadas por outras áreas sensoriais e motoras, como as que atuam no planejamento motor para pegar ou jogar uma bola, na memória visual para lembrar onde deixou a mochila ou quando ouve um ruído estranho e olha para confirmar o que é e de onde vem.

Se é assim, tantas dificuldades podem estar relacionadas a um problema visual? Sim! Mas nem sempre nos damos conta disso. Por isso, muitas vezes, na prática, você continua observando algumas dificuldades que a criança tem e não entende a raiz do problema – que possivelmente é visual.

Então, fiz uma lista dos principais sinais e comportamentos que podem indicar que algo não está legal com o sistema visual. E isso não quer dizer apenas que a criança precisa usar óculos. Pode ter algo mais aí escondido, que requer a atenção de um oftalmologista que realize um exame visual completo e/ou de um profissional que realize uma avaliação do processamento visual (alguns oftalmopediatras, psicopedagogos e optometristas fazem).

Fique alerta! Quando o desenvolvimento e o funcionamento da visão podem estar em risco na infância?

Alterações visíveis nos olhos

1

Manchas brancas nos olhos

2

Diferença de cor e de tamanho entre os olhos

3

Pálpebras caídas

4

Lacrimejamento excessivo

5

Olhos que brilham no escuro

6

Desvios permanentes ou intermitentes (estrabismo)

7

Um olho permanece parado enquanto o outro se movimenta

Comportamentos no dia a dia

8

Não reconhece pessoas, brinquedos e outros objetos a certa distância

9

Sente muito incômodo na alternância de um ambiente escuro para um claro

10

Anda sempre de cabeça baixa, olhando para o chão

11

Tropeça muito ao caminhar, é estabanado

12

Tromba com móveis, nas laterais das portas

13

Segura livros, assiste TV e usa tablets e smartphones muito de perto

14

Esfrega com frequência os olhos em atividades que exigem atenção, mesmo sem estar notadamente cansado

15

Aperta os olhos para ler, franzindo a testa

16

Tem dificuldade ou se cansa rápido ao copiar matérias do quadro e anotar no caderno

17

Acompanha a leitura com o dedo ou régua, ou confunde-se de linha ao ler um texto sem usar desses artifícios

18

Come letras e palavras (geralmente as menores, como artigos e preposições)

19

É desatento aos detalhes, não percebe diferenças entre figuras distintas, mas similares.

20

Tem dificuldade de encontrar um elemento na página da apostila, como um item ou ícone citado pelo professor

21

Vira ou inclina a cabeça para ver melhor

22

Mostra desinteresse, dispersão para atividades que exigem maior esforço visual

23

Escreve letras e números muito grandes ou muito pequenos, sinalizando uma visão distorcida, desproporcional

24

Tampa um dos olhos para enxergar melhor (tampa o olho de pior visão)

25

Sente desconforto ao ver um filme 3D

26

Queixa-se de dores de cabeça em atividades focadas, especialmente na região frontal (testa)

27

Irrita-se e sente dificuldade quando tem um dos olhos tampado em uma brincadeira (como fantasia de pirata, ou o “mestre mandou” fechar um dos olhos e ler)

28

É descoordenado, tem dificuldades em pegar, acertar a bola

29

Tem muita dificuldade em encontrar um livro ou um brinquedo dentre outros.

30

Atrapalha-se em atividades com muita informação visual, mas as executa bem quando apresentados os elementos um de cada vez

Problemas visuais mais comuns

São vaaaaários sinais de alerta e que podem ajudar você a compreender melhor o mal comportamento em sala de aula, o desinteresse e a desatenção com as atividades escolares, aquela preguiça e vergonha para ler e até mesmo para participar das atividades esportivas. Tudo isso pode estar relacionado com uma alteração do processamento visual.

O objetivo aqui não é dar nomes ao problema, se é um microestrabismo, ambliopia, insuficiência de convergência, excesso ou insuficiência de acomodação, nos movimentos de seguimento e sacádicos, ou o clássico erro refrativo (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Mas certamente esses são os mais recorrentes…

Fique de olho! Converse com os professores nas reuniões de avaliação. Perceba se as queixas deles podem estar relacionadas a algumas dessas situações e se elas são percebidas durante o período na escola.

Questione o oftalmologista sobre o que observou. Acompanhe se a avaliação segue o protocolo de exames indicados na oftalmopediatria. Insista em saber sua orientação de como proceder, que profissionais buscar para auxiliar e tratamentos.

Além disso, seja mais compreensivo com a criança diante das dificuldades possíveis e do comportamento apresentado. Não é burrice, simples desatenção ou desinteresse gratuito.

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